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Magistrada condenou brasileiros ligados à máfia japonesa a 30 anos de prisão por extorsão mediante sequestro com morte de vítima no Japão

A juíza federal Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo (SP), condenou dois brasileiros a 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por crime de extorsão mediante sequestro com morte da vítima, ocorrido na cidade de Nagoya, no Japão, em 2001. Cooptados pela máfia japonesa, a Yakuza, os réus fugiram para o Brasil após o crime.


Para a magistrada, a materialidade e a autoria delitivas foram comprovadas conforme provas obtidas pela polícia japonesa, depoimentos das testemunhas, interrogatório dos réus, laudos periciais e filmagens. 


A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2017, em atendimento a pedido de cooperação internacional formulado pelo Japão, devido à fuga dos réus para o Brasil. No mesmo ano, a 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo determinou a prisão preventiva dos dois brasileiros.


“Os acusados exerceram papel central na execução da extorsão mediante sequestro. A vítima foi surpreendida na via pública em frente ao seu apartamento, tendo sido agredida, dominada e colocada à força no porta-malas do automóvel utilizado pelos executores do sequestro, para viabilizar o seu transporte para o local do cativeiro, não restando dúvidas, portanto, acerca da consumação do delito”, ressaltou a magistrada em sua decisão.. 


Os crimes foram cometidos em setembro de 2001, quando os réus brasileiros e outros sete indivíduos – cinco japoneses integrantes da Yakuza, já processados criminalmente no Japão, e dois outros brasileiros ainda foragidos – sequestraram um empresário que acabou morrendo em consequência da violência física empregada durante o sequestro. Eles também provocaram graves lesões corporais à companheira da vítima.


Segundo a polícia japonesa, a vítima tinha envolvimento com atividades da facção criminosa e, semanas antes, havia se desentendido com um dos líderes da Yakuza, que lhe devia milhões de ienes. Eles também provocaram graves lesões corporais à companheira do empresário, com uso de arma de fogo. 


* Com informações da Assessoria de Comunicação Social do TRF3 .

Foto: Canva Pro